Por favor, mate-me...
Tire de mim um pouco dessa vida, tire de mim a pouca esperança que me sufoca.
Por gentileza, me amarre a uma pedra e me jogue no negro vale abissal.
Tire-me a pele, arranhe meus olhos, chicoteie minhas costas.
Perfura meu peito, vida maldita, pois não sinto mais dor.
Sinto só a solidão de todas os dias passados,
Sinto pelo medo que me foi tirado e
Anseio, inerte, por um golpe de misericórdia nessa bela tarde azul.
Alguém sobre meu ombro pergunta por meus motivos
E não respondo, pois sou eu quem sempre faz essa pergunta.
Mando-me para a noite das minhas mágoas,
Caminho como sempre, devagar,
saboreando a dor nas pernas retesadas de raiva.
E diviso um vulto que brilha negro à minha frente,
Serpenteando e sendo rasgado pela luz que nunca apaga.
Persigo-a desde o primeiro dia em que a vi,
mas não a encontro em meus braços.
Pergunto: Se a morte vem e é sombra sobre a vida,
Por quê não me deixas te embalar ao som dos meus gemidos,
Para que ouças como sou triste e solitário,
Fraco como tua complexa simplicidade de mar e sonhos,
Que me seduz tal bela mulher de olhos velhos, sorridentes.
Amo como se amasse o invisível e desejo
a morte
como quem
quer voar.
Por favor!
True.
Love.
sexta-feira, agosto 05, 2005
Conversa durante o jantar, após o Pôr-do-Sol.
Por favor, mate-me...
Tire de mim um pouco dessa vida, tire de mim a pouca esperança que me sufoca.
Por gentileza, me amarre a uma pedra e me jogue no negro vale abissal.
Tire-me a pele, arranhe meus olhos, chicoteie minhas costas.
Perfura meu peito, vida maldita, pois não sinto mais dor.
Sinto só a solidão de todas os dias passados,
Sinto pelo medo que me foi tirado e
Anseio, inerte, por um golpe de misericórdia nessa bela tarde azul.
Alguém sobre meu ombro pergunta por meus motivos
E não respondo, pois sou eu quem sempre faz essa pergunta.
Mando-me para a noite das minhas mágoas,
Caminho como sempre, devagar,
saboreando a dor nas pernas retesadas de raiva.
E diviso um vulto que brilha negro à minha frente,
Serpenteando e sendo rasgado pela luz que nunca apaga.
Persigo-a desde o primeiro dia em que a vi,
mas não a encontro em meus braços.
Pergunto: Se a morte vem e é sombra sobre a vida,
Por quê não me deixas te embalar ao som dos meus gemidos,
Para que ouças como sou triste e solitário,
Fraco como tua complexa simplicidade de mar e sonhos,
Que me seduz tal bela mulher de olhos velhos, sorridentes.
Amo como se amasse o invisível e desejo
a morte
como quem
quer voar.
Por favor!
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