True.

True.
Love.

sexta-feira, julho 18, 2008

Invenções.

E enquanto a lágrima seca e a Máscara se ajeita, Entende bem q sou a perfeita Moldura da tristeza que Todo céu, em fogo, rejeita. Falo direto ao teu peito, Na loucura de ser sincero e Por fazer caber em mundos vários A nossa invenção de distância. E naqueles sonhos Previ a queda. Prevalece a tua vontade E eu, que mais fazer? Vou sonhando pelos mesmos amores, Grato de ouvir teus anseios Enquanto se fecha o tempo Na iminente e sólida tempestade. E sinto o sabor doce me cair da boca Quando acordo empapado de solidão No meio da noite, em pranto, Por saber q nunca mais a estrada... Nunca mais. Sonho direto nos teus olhos baços E me esfumaço pela janela, caindo Pelo ar, invadindo Narinas alheias Com meu cheiro de ausência. Nunca mais. E no mesmo lugar de tanto abraço Hoje jaz meu tempo em sua dureza, Imerso profunda e duramente em aço e Nos mais frios solos da incerteza. E de mim, amargo, sai o teu fruto Branco, inútil como a moeda posta nos olhos Que nada vêem e atravessam aquele rio Para a vida do outro sonho que nunca conheceremos. Nunca mais.

2 comentários:

~apreendências~ disse...

Ah Poeta!
Poeta da dor, que deveras sente....

Marilia disse...

Josa, meu querido amigo!
Há tempos não vinha aqui pra ler suas lindas (sempre lindas) palavras. Porque beleza é ser isso aí, tudo isso aí dentro e fora de você. Essa beleza que é verdadeira em cada segundo, em cada célula, em cada centavo, em cada letrinha, em você inteiro e completo.
Eu transbordo de alegria por você ser assim: completamente verdadeiro, inteiramente sentimento e absolutamente lindo!

Um beijo e um abraço de kung-fu-panda! rsrsrsr