E enquanto a lágrima seca e a
Máscara se ajeita,
Entende bem q sou a perfeita
Moldura da tristeza que
Todo céu, em fogo, rejeita.
Falo direto ao teu peito,
Na loucura de ser sincero e
Por fazer caber em mundos vários
A nossa invenção de distância.
E naqueles sonhos
Previ a queda.
Prevalece a tua vontade
E eu, que mais fazer?
Vou sonhando pelos mesmos amores,
Grato de ouvir teus anseios
Enquanto se fecha o tempo
Na iminente e sólida tempestade.
E sinto o sabor doce me cair da boca
Quando acordo empapado de solidão
No meio da noite, em pranto,
Por saber q nunca mais a estrada...
Nunca mais.
Sonho direto nos teus olhos baços
E me esfumaço pela janela, caindo
Pelo ar, invadindo
Narinas alheias
Com meu cheiro de ausência.
Nunca mais.
E no mesmo lugar de tanto abraço
Hoje jaz meu tempo em sua dureza,
Imerso profunda e duramente em aço e
Nos mais frios solos da incerteza.
E de mim, amargo, sai o teu fruto
Branco, inútil como a moeda posta nos olhos
Que nada vêem e atravessam aquele rio
Para a vida do outro sonho que nunca conheceremos.
Nunca mais.
2 comentários:
Ah Poeta!
Poeta da dor, que deveras sente....
Josa, meu querido amigo!
Há tempos não vinha aqui pra ler suas lindas (sempre lindas) palavras. Porque beleza é ser isso aí, tudo isso aí dentro e fora de você. Essa beleza que é verdadeira em cada segundo, em cada célula, em cada centavo, em cada letrinha, em você inteiro e completo.
Eu transbordo de alegria por você ser assim: completamente verdadeiro, inteiramente sentimento e absolutamente lindo!
Um beijo e um abraço de kung-fu-panda! rsrsrsr
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